segunda-feira, 25 de novembro de 2013

À moda antiga


Sou do tempo que ouvir fita cassete e rebobinar com caneta era o máximo.
Do tempo que ouvir musica no walkman era viajar pelas ondas sonoras.
Do tempo em que adulterar o RG para entrar na balada era o máximo da ousadia.
Do tempo em que a turma de amigos eram grandes e a diversão era ficar na porta do colégio.
Do tempo em que escrever cartas e bilhetinhos eram grandes gestos e telefonemas longos eram sempre permitidos.


Sou do tempo em que as pessoas conversavam mais.
Do tempo em que havia troca de olhares.
Em que casais se formavam entre as rodas de amigos.
Em que beijar na boca durante o filme não atrapalhava ninguém, muito menos pular de sessão sem pagar.
E que as novelas faziam muito mais sentido.


Hoje não há fita cassete e não gravamos mais os videoclipes da MTV
Não telefonamos, e sim, passamos mensagens de texto ou um whatsapp
A turma de amigos é virtual e quase nunca se encontra, mas deixamos recados de saudade no Facebook.
Os encontros naturais são cada vez mais raros, afinal, aplicativos mapeiam pessoas próximas a você com a esperança de uma relação saudável.


Antes guias de rua facilitavam nossa vida, hoje temos aplicativos que poupam nosso tempo
Há também aqueles que nos analisam
Tudo é documentado, registrado, postado e compartilhado.
Troca de olhares. O que é isso?
Vejo apenas pessoas apressadas com seus smartphones em mãos e olhos fixos na tela.


E celebramos a tecnologia
Aquela que nos leva mais longe e nos afasta de uma realidade que um dia vivenciamos.
Você pode pensar: "Essa aí vive do passado"
Não, não vivo, mas que sinto falta de algumas coisas, ah sim, eu sinto.

sábado, 26 de outubro de 2013

brinde!

bom mesmo é quando é natural

quando a conversa flui

quando a cerveja é boa

quando a companhia é melhor ainda

bom mesmo é quando é verdadeiro

simples

despretensioso

ideal

bom mesmo é quando você não percebe o tempo passar

quando o noite é curta para tantas palavras

e o aperitivo casa perfeitamente

saúde!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Stupid cupid



Sabe aquele ditado: Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece?, então, na verdade ele não se aplica muito em termos de relacionamento. Digamos que não ando rezando tanto assim, mas as assombrações continuam aparecendo.

Uns são estranhos ou tem manias peculiares, outros casados, com namoradas ou algo parecido. Por onde andam os homens solteiros normais? Talvez eles estejam em algum buraco negro ou em um momento de meditação. Fora aquela sensação que o mundo inteiro resolveu sair do armário. A sensação é que os últimos homens do mundo solteiros gostam de meninos também.

Não sei o que virá daqui pra frente, pois é cada vez mais frequente rodas de mulheres questionando a não atitude masculina ou a ausência deles. Enquanto isso vamos seguindo. Ora sozinhas, ora acompanhadas, mas não necessariamente bem acompanhadas.

Mas ainda acho que não estou sendo exigente, e não acho que é pedir muito ter um cara bacana, trabalhador, que goste de ir ao cinema ou ver um DVD em casa, goste de viajar, goste de fazer sexo, mas sexo bem feito, não aquelas rapidinhas.

Cupido vê se capricha, mas não demora muito.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

coisas da vida


No mundo dos ditados há quem diga: "para morrer basta estar vivo". Mas tem gente que morre lentamente, sem perceber. Outras optam por não viver.
Certas coisas são inexplicáveis e quando acontecem, nos deixam perdidos, sem rumo.
Hoje fui obrigada a dizer adeus a uma pessoa admirável. Fui obrigada, pois ele resolveu desistir de viver. Mas é um direito dele, não? O suicídio é um direto individual, egoísta e inexplicável. Não quero procurar os motivos, nem entender as razões. Vou apenas guardar as lembranças.
Que a passagem seja feita e que você encontre o que buscava, meu caro Hiro. Aqui compartilho um dos seus posts. Puro e único como era o seu coração.

- Te amo.
- Como sabes que é amor?
- Porque penso em ti e não consigo respirar.
- Isso se chama asma.
- Bom, então eu te asmo.


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Sobre janelas e portas



Sempre gostei de janelas. Não sei explicar a razão. Da mesma maneira que n]ao sei explicar porque tenho aflição ao ver anões e carrinhos de bebês sem os bebês. Só sei que gosto de janelas.

E a janela tem o seu papel no dia a dia. Ao levantar, se abre a janela para a claridade tomar espaço. Ao dormir, se fecha a janela para a escuridão reinar. A janela mostra a paisagem, e muitas vezes serve de respiro durante dias tediosos no trabalho. As lágrimas da chuva ficam na janela, assim como os passarinhos ao parar para cantar.

Mas para mim as janelas são mais do que isso. É como se elas fossem um escape para os inúmeros pensamentos que rondam minha mente. A esperança de algo novo que vai surgir ou até mesmo um refúgio para o que não se quer ver lá fora.

Seriam as janelas mais importantes que as portas?

Indo um pouco além, pensando no corpo humano, para mim as janelas são os olhos. E é no olhar que tudo começa. os sentimentos começam pelos olhos para depois chegar ao coração. Então seria o coração, a porta? Talvez.



As portas já não me atraem tanto. Talvez por elas revelarem o desconhecido. É pela porta que entra o novo. Alguns a convite, outros de maneira avassaladora, derrubando tudo, mexendo com as estruturas. As portas revelam segredos, que muitas vezes nem pediram para ser revelados.

Talvez nem queira falar de portas e janelas. Talvez esteja buscando novos formatos para sentimentos e razões.

... quer saber, entre portas e janelas, as ruas podem ser bem mais interessantes. Mas aí são outros devaneios.