
Não dá para definir saudade, não há como medir, como tocar... nós simplesmente sentimos.
Hoje acordei sentindo saudade. Saudade de tudo. Do amor, da infância, das reuniões com as amigas, das baladas, das tentativas de cozinhar ou fazer um bolo, do colo de mamãe, dos presentes de papai, de Buenos Aires, de Campos do Jordão, do Guarujá, da faculdade, dos programas e séries de TV que gravávamos.
Ai! Saudade é bom e é ruim ao mesmo tempo. Se sentimos saudade é porque vivemos momentos intensos, existe o que lembrar. Será que existe alguém que não sente saudade?
Agora, sentada em meu computador, olhei para minha chefe e lembrei de 2 anos atrás. Deu saudade. Saudade dos bombons que ela trazia todos os dias, do caos que ela provocava no estacionamento, nas reuniões e entrevistas que ela fazia do George V, da firma em um pequenino escritório na José Maria Lisboa.
De repente lebrei do tempo em que era apenas uma estagiária da Rede TV e depois da Promofilm do Brasil... tão divertido comer doces após as gravações de culinárias. E as crianças do Tagarelas, como era engraçado fazer o casting daquele programa. Sinto saudade dessa época de TV.
E aí você aparece e me diz: "Quem vive de passado é museu!", e eu respondo, "Então sou o museu mais agradecido, pois se tenho lembraças e sinto saudade, é sinal que vivi e tenho muito o que viver.