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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Sobre janelas e portas



Sempre gostei de janelas. Não sei explicar a razão. Da mesma maneira que n]ao sei explicar porque tenho aflição ao ver anões e carrinhos de bebês sem os bebês. Só sei que gosto de janelas.

E a janela tem o seu papel no dia a dia. Ao levantar, se abre a janela para a claridade tomar espaço. Ao dormir, se fecha a janela para a escuridão reinar. A janela mostra a paisagem, e muitas vezes serve de respiro durante dias tediosos no trabalho. As lágrimas da chuva ficam na janela, assim como os passarinhos ao parar para cantar.

Mas para mim as janelas são mais do que isso. É como se elas fossem um escape para os inúmeros pensamentos que rondam minha mente. A esperança de algo novo que vai surgir ou até mesmo um refúgio para o que não se quer ver lá fora.

Seriam as janelas mais importantes que as portas?

Indo um pouco além, pensando no corpo humano, para mim as janelas são os olhos. E é no olhar que tudo começa. os sentimentos começam pelos olhos para depois chegar ao coração. Então seria o coração, a porta? Talvez.



As portas já não me atraem tanto. Talvez por elas revelarem o desconhecido. É pela porta que entra o novo. Alguns a convite, outros de maneira avassaladora, derrubando tudo, mexendo com as estruturas. As portas revelam segredos, que muitas vezes nem pediram para ser revelados.

Talvez nem queira falar de portas e janelas. Talvez esteja buscando novos formatos para sentimentos e razões.

... quer saber, entre portas e janelas, as ruas podem ser bem mais interessantes. Mas aí são outros devaneios.