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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

À moda antiga


Sou do tempo que ouvir fita cassete e rebobinar com caneta era o máximo.
Do tempo que ouvir musica no walkman era viajar pelas ondas sonoras.
Do tempo em que adulterar o RG para entrar na balada era o máximo da ousadia.
Do tempo em que a turma de amigos eram grandes e a diversão era ficar na porta do colégio.
Do tempo em que escrever cartas e bilhetinhos eram grandes gestos e telefonemas longos eram sempre permitidos.


Sou do tempo em que as pessoas conversavam mais.
Do tempo em que havia troca de olhares.
Em que casais se formavam entre as rodas de amigos.
Em que beijar na boca durante o filme não atrapalhava ninguém, muito menos pular de sessão sem pagar.
E que as novelas faziam muito mais sentido.


Hoje não há fita cassete e não gravamos mais os videoclipes da MTV
Não telefonamos, e sim, passamos mensagens de texto ou um whatsapp
A turma de amigos é virtual e quase nunca se encontra, mas deixamos recados de saudade no Facebook.
Os encontros naturais são cada vez mais raros, afinal, aplicativos mapeiam pessoas próximas a você com a esperança de uma relação saudável.


Antes guias de rua facilitavam nossa vida, hoje temos aplicativos que poupam nosso tempo
Há também aqueles que nos analisam
Tudo é documentado, registrado, postado e compartilhado.
Troca de olhares. O que é isso?
Vejo apenas pessoas apressadas com seus smartphones em mãos e olhos fixos na tela.


E celebramos a tecnologia
Aquela que nos leva mais longe e nos afasta de uma realidade que um dia vivenciamos.
Você pode pensar: "Essa aí vive do passado"
Não, não vivo, mas que sinto falta de algumas coisas, ah sim, eu sinto.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Sobre amores e afins

Já perdi as contas de quantas vezes ouvi homens e mulheres reclamando de relacionamentos, da ausência, do excesso de presença, do ciúmes e da falta dele.

Momentos mimimi a parte, acho que o que todos querem mesmo é um companheiro (a). Sabe aquela pessoa que você divide os momentos, todos eles? Das noites intensas de sexo ao filminho básico com pipoca. Dos passeios no parque a uma viagem para um lugar inusitado.

Às vezes me pergunto se as pessoas não estão buscando de mais e se perdendo no caminho. Porque idealizam um relacionamento ideal, de contos de fadas, no lugar de pensar na realidade.

Olhem esse texto do site "Casal sem Vergonha"

Um dos melhores trechos:

"Eu nunca quis um amor perfeito.

Sempre quis mesmo foi um amor cheio de erros, que vão sendo alinhados durante o caminho. Porque se tudo já começa certo, não vive-se o prazer da vitória.

Sempre quis um amor quentinho, daqueles de aconchego no fim de tarde, de colo depois de um dia de cão, de beijo no nariz ao acordar.

Sempre quis um amor livre – sem a ideia desajustada que um pertence ao outro. Com menos regras ditadas – e mais pontos de vista ouvidos".


Hoje, no auge dos meus quase 33 anos, quero mais é um amor simples, sem cobranças, sem limites. Quero assistir um DVD e comer pipoca, ir passear no parque, viajar para uma praia, noites quentes e inspiradoras, porres e ressacas, algo simples assim, pode ser?