terça-feira, 23 de abril de 2013

A praça



E a praça nunca mais foi a mesma
E de repente nenhuma história ficou
As luzes se apagaram
E o que restou?

Nada
As mãos não estão mais entrelaçadas
A cerveja perdeu o gosto
E as risadas ficaram caladas

A roda girou
O trânsito parou
A sambista passou
E o outono chegou

As conversas cessaram
Nenhuma mensagem mais foi trocada
A página foi virada
E mais um capítulo se encerrou

E a praça nunca mais foi a mesma
E até o luar desencantou
Mas as estrelas
Ah! as estrelas
Sozinhas ficaram
Junto ao pranto que se calou

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Call me maybe




Sempre fui a favor de conversas ao telefone. Sabe aquelas longas, que um assunto emenda no outro? Pois é... Hoje somos escravos da tecnologia e tudo que era importante antigamente, pode ser dito em alguns caracteres.
SMS, Whatsapp, Viber, Gtalk, Skype, Facebook, Twitter, Email... as ferramentas são inúmeras para se dizer o que pensa, sente, quer ou não quer. Mas e o velho e bom telefone?
Sou a favor das palavras, mais a favor ainda das faladas do que das escritas.
Gosto de ouvir a voz, de perceber o que ela traz consigo. Gosto de respiros profundos e até do toque de ocupado.
Me chame de piegas, antiquada, démodé, brega, mas nada como a sonoridade das palavras.
Por mais telefones tocando! Nem que seja para dizer apenas um: oi, está tudo bem?

domingo, 7 de abril de 2013

sunday bloody sunday




Essa imagem descreve muito bem os domingos. Quem nunca quis se matar de tédio num domingo, que atire a primeira pedra! Domingo é sinônimo de preguiça, depressão, solidão, gula. Domingo é um saco, porque indica que o final de semana acabou e você não fez nada muito criativo. Pior! O domingo antecede a segunda-feira, e a segunda-feira é a ressaca do domingo.

Xico Sá disse hoje em seu blog na Folha "O domingo é que fode", e fode mesmo. Pois é no domingo que estão as lembranças e a realidade sofrida. É aos domingos que as sombras perseguem um único sinal de luz que você poderia ter.

Acho que até para os casais o domingo é difícil. Aos casados, é dia de visitar a sogra. Aos que moram junto, é o dia da preguiça total, aquele que o companheiro (a) fica de pijama o dia todo, não parecendo nada sexy, e nem inspirando nenhum sexo selvagem.

E eis que um rapaz comenta o post do Xico Sá, com uma antiga publicação sua. E eu adorei!

Se sexta-feira é o dia do solteiro, domingo é o dia dos casais. Todos sabem disso. Todas as pessoas que sofrem de abstinência de conchinhas, filmes, e meias coloridas e edredons pedem aos céus com todas as forças que assim que o relógio marcar 23:59 dos sábados ele pule automaticamente para 00:01 de segunda-feira e assim, manter o pouco de equilíbrio que ainda resta aos medrosos Bento Qasual

Domingos não vão parar de existir, então, ou você ignora ou vai acabar morrendo de tédio. E que venha a segunda-feira!

terça-feira, 26 de março de 2013

vida louca vida breve

As pessoas entram e saem das nossas vidas e, muitas vezes, ficamos sem entender porquê.
E talvez, nunca iremos entender.
Como lidar com o inesperado?
Como abrandar um sentimento que cresce?
Como esquecer o que deixou tristeza?
O que esperar?
O que não esperar?
São tantas perguntas, poucas e, às vezes, nenhuma resposta.
É a vida.
Inexplicável e única, pronta para se viver