
Chega o final de ano e é inevitável que algumas indagações aparecem. Estou no trabalho certo? Meu chefe reconhece meu trabalho? Por que as pessoas estão saindo da empresa? Devo mudar de emprego? Se algumas dessas questões resolveram pipocar em sua mente, alguma coisa está errada.
Você investe na sua carreira, faz faculdade, cursos, MBA e o que você espera? Trabalhar em um lugar bacana, ir para o trabalho feliz, ser reconhecido, promovido e etc. Então você começa a trabalhar e passa a vivenciar uma série de períodos. Ao passar 1 ano, você reflete, faz contatos, entrevistas e decide permanecer no emprego. No segundo ano, as coisas não mudam tanto assim, logo, você volta a fazer contatos, entrevistas, recebe uma oferta bacana, mas novamente analisa e percebe que é melhor ficar. Comodo, não? Pois é... ao chegar próximo ao terceiro ano de empresa, você percebe que, definitivamente, tem certas coisas que não mudam. Você vê as pessoas sairem, suia chefe ficar triste e voltar a ser a mesma pessoa, como se nada tivesse acontecido. Cansa, não? Sim, e muito.
Eu admiro algumas formas de liderança. Acredito que um chefe deve manter sua postura e saber exigir um trabalho bem feito, porém, fazer gestão de pessoas não é simplesmente pagar o lanchinho da tarde, pagara o salário em dia, chamar para o happy hour, colocar uma carinha feliz no relatório... Ser um bom chefe exige muito mais que isso.
Existem pessoas que nasceram para serem líderes, outras para fazer bons negócios.
Eis que me deparo com uma matéria com o seguinte título "Você é um bom chefe?". A matéria foi escrita por Vladimir Maluf, para o portal IG. Confiram.
Você é um bom chefe?
07/03 - 08:30hrs
Saiba quais são as principais características que definem um bom chefe
Vladimir Maluf
Ser um bom chefe exige algumas características, que envolvem seu comportamento diante de problemas, dos funcionários, sabe delegar funções e muito mais... E o equilíbrio de diversas qualidades é o que transforma um homem em um líder admirado – o que é muito positivo para a sua ascensão na carreira. A consultora de Recursos Humanos Rosemary Bethancourt, da Catho, lista quais são essas características.
Chefe ideal
Uma relação saudável com a equipe é o primeiro passo para ter bons resultados. “Um bom chefe é aquele que orienta sua equipe, sabe ouvir, se comunicar, é participativo, delega responsabilidades, indica e acompanha os resultados a serem alcançados e informa ao grupo onde estão progredindo e o que precisa ser melhorado”.
Saiba delegar tarefas
Uma vez que a equipe foi treinada para desenvolver determinado trabalho, o chefe precisa demonstrar confiança e deixar o subordinado criar um estilo próprio, somente assim ele irá agir com criatividade e iniciativa, diz Rosemary. “Além disso, é importante que o chefe saiba reconhecer os méritos do profissional na função que ele ocupa, pois a chefia direciona, mas o trabalho em si é desenvolvido pela equipe”.
Nem bonzinho, nem carrasco
Os excessos sempre atrapalham. E isso inclui o chefe bonzinho demais ou o carrasco. “Uma equipe pode ser ineficiente em função de um chefe muito flexível ou muito autoritário. A maneira com que o chefe fará a cobrança da equipe vai depender do seu estilo. O importante é avaliar se está sendo eficiente e agindo de acordo com as expectativas e necessidades da empresa”.
Equilíbrio é o segredo
O chefe deve ter autoridade, sem ser autoritário (para ser ouvido) e, ao mesmo tempo, ser admirado e ter a credibilidade do subordinado (para ser atendido). “É importante ter bom senso para definir os momentos em que precisa flexibilizar ou pressionar mais, sempre com foco nos resultados que pretende alcançar”, orienta a especialista. “O chefe atinge seus objetivos quando consegue mobilizar as pessoas e colocá-las alinhadas com a visão e propósitos da empresa”.
Sem exaltações...
Alguns chefes se exaltam no calor da discussão e aumentam o tom de voz, mas não é o correto e soa como abuso de poder. Rosemary afirma que, em qualquer situação, deve existir respeito de ambas as partes. “O chefe não deve ameaçar, mas, sim, saber influenciar e motivar as pessoas para alcançar os resultados”.
Quando dar explicações
O subordinado precisa entender os motivos das decisões tomadas pela chefia, a comunicação com a equipe deve ser precisa, específica e concisa. “É importante que não haja desconfiança ou ambiguidade quanto às ordens, pois a equipe que não compreende o sentido do que é solicitado não terá parâmetros para desenvolver a tarefa, prejudicando os resultados”, diz a consultora de RH.
“É o caso de projetos que demoram demais para ficarem prontos e os responsáveis não sabem explicar o motivo. Provavelmente, não entenderam a atividade, por isso não conseguem chegar ao objetivo”.
Amigos, amigos...
É normal o chefe participar de eventos de confraternização na empresa e ter uma proximidade maior com os funcionários, nesses momentos todos estão mais descontraídos e se relacionam de maneira mais amistosa. “Caso haja uma afinidade maior com algum funcionário, é importante não misturar as coisas, no ambiente de trabalho o tratamento deve ser igual para todos”.
Na hora da demissão
“É importante esclarecer os motivos da demissão com clareza, objetividade e muito respeito”, explica Rosemary. E, mesmo que o funcionário seja seu amigo, o líder precisa enfrentar essa situação, sem paternalismos. “As regras devem ser as mesmas para todos os funcionários, independentemente do tipo de relacionamento que exista fora da empresa”.
Acho que sei do que vc tá falando.... Saudade!!!
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